Leitores cancelam subscrições devido a preço e ideologia
Perante a digitalização do modelo de negócio mediático, muitas publicações começaram a implementar “paywalls”, de forma a incentivar os consumidores de informação a pagarem por conteúdos de qualidade.
Por isso mesmo, os títulos jornalísticos mostram-se preocupados com a possibilidade de os leitores virem a cancelar os seus planos de subscrição, já que isso poderá representar uma diminuição das suas receitas.
Perante este cenário, o “Nieman Lab” realizou um inquérito junto de 500 dos seus leitores, de forma a apurar quais são as razões que levam os cidadãos a deixarem de pagar por notícias.
O “Nieman Lab” destaca, neste âmbito, que a principal razão para o cancelamento de uma subscrição, apontada por cerca de 31% dos inquiridos, é o preço.
Algumas das pessoas dizem ter desistido do serviço com o fim de campanhas promocionais, enquanto outras afirmam que os títulos não são transparentes quanto ao valor cobrado.
“Eu não queria cancelar a minha subscrição, mas os preços subiram a pique, numa altura em que o meu rendimento estava a diminuir, e a equipa não se mostrou disponível para negociar ”, especificou um dos participantes. “Assim, ambas as partes ficaram a perder. Eu deixei de ter acesso a notícias e o jornal ficou sem um cliente”.
Em segundo lugar, continuou o “Nieman Lab”, cerca de 30% dos inquiridos justificaram o seu afastamento com a ideologia dos jornais, destacando-se, neste sentido, o “New York Times” e o “Washington Post”.
Outubro 21
“Quatro dólares por mês é um preço excessivo para um jornal que passou a publicar artigos de opinião excessivamente políticos”, disse um dos inquiridos, a respeito do “Washington Post”.
A terceira razão mais apontada (13%) foi a má qualidade do conteúdo oferecido. A mesma percentagem de inquiridos referiu a falta de tempo para consumo de informação.
Por fim, 12% dos inquiridos disseram ter cancelado a subscrição devido a problemas no serviço.
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