Faleceu jornalista que filmou o massacre de Santa Cruz
Morreu, vítima de doença prolongada, o jornalista britânico e timorense Max Stahl, que filmou o massacre de Santa Cruz, em Díli, em Novembro de 1991.Tinha 66 anos.
Christopher Wenner, que começou a ser conhecido como Max Stahl, iniciou a sua ligação a Timor-Leste a 30 de Agosto de 1991 quando, “disfarçado de turista”, entrou no território para filmar um documentário para uma televisão independente inglesa.
As imagens gravadas pelo jornalista correram o mundo e tiveram um enorme impacto na opinião pública sobre a situação que se vivia em Timor-Leste.
Devido ao seu trabalho, Max Stahl recebeu nacionalidade timorense, e foi condecorado, em 2019, com o Colar da Ordem da Liberdade, o mais alto galardão que pode ser atribuído a um cidadão.
O ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, foi um das primeiras figuras públicas a reagir à morte do jornalista, salientando que “poucas pessoas conseguiram dar um contributo tão significativo para a nação” como Stahl.
Xanana Gusmão destacou, também, o trabalho de arquivo sobre a História de Timor desenvolvido por aquele profissional.Também o ex-Presidente timorense, José Ramos-Horta, reconheceu a “grande perda” com a morte de Max Stahl. Em declarações à agência Lusa, destacou que o jornalista tinha “o reconhecimento do Estado”, sendo, igualmente, “uma figura muito querida” para todos os cidadãos.
Outubro 21
Em nome do Governo, Fidelis Magalhães, ministro da Presidência do Conselho de Ministros afirmou que "o povo Timorense estará para sempre grato pela contribuição [de Stahl] para a autodeterminação nacional" e que "a sua coragem e o legado do seu trabalho perdurarão para sempre na memória de todos nós".
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