Projecto Pegasus distinguido com prémio Daphne Caruana
Os jornalistas do projecto Pegasus, coordenado pelo consórcio Forbidden Stories, foram os vencedores da primeira edição do prémio Daphne Caruana, cujo objectivo é distinguir o jornalismo de excelência, que fomente e defenda os princípios e valores fundamentais da União Europeia.
A cerimónia de entrega do prémio realizou-se no Centro de Imprensa do Parlamento Europeu e foi conduzida pelo presidente da instituição, David Sassoli.
Através deste galardão, o Parlamento Europeu procurou distinguir o trabalho realizado pelos jornalistas do Projecto Pegasus, que realizaram diversas investigações sobre “uma fuga de informação sem precedentes, que revelou mais de 50 mil números de telefone seleccionados para vigilância, pelos clientes da empresa israelita NSO Group”.
Conforme recordou o Parlamento Europeu “os colaboradores do Projecto Pegasus – mais de 80 repórteres de 17 órgãos de comunicação social em 10 países, coordenados pelo Forbidden Stories com o apoio técnico do Laboratório de Segurança da Amnistia Internacional – analisaram esses registos telefónicos e conseguiram vislumbrar esta ferramenta de vigilância, algo que não tinha sido possível até então”.
Através destas investigações, o consórcio Forbidden Stories descobriu que, ao contrário do que o NSO Group afirmou durante muitos anos, “este software espião tem sido amplamente utilizado, de forma abusiva”.
Aliás, conforme os dados revelados, “pelo menos 180 jornalistas foram seleccionados como alvos em países como a Índia, o México, a Hungria, Marrocos e a França, entre outros.
Outubro 21
O prémio Daphne Caruana, recorde-se, foi lançado em Dezembro de 2019, em homenagem a Daphne Caruana Galizia, jornalista de investigação maltesa, assassinada em 2017.
O júri independente da primeira edição do prémio foi composto por representantes da imprensa e da sociedade civil dos 27 Estados?Membros, bem como das principais associações de jornalismo europeias.
O galardão e o prémio de 20 mil euros demonstram “o forte apoio do Parlamento Europeu ao jornalismo de investigação e a importância de uma imprensa livre”.
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