A última década foi marcada pelo aparecimento de novas plataformas noticiosas focadas em “conteúdos virais”, em atrair audiências jovens, e na promoção de discussões “online”.
Uma dessas iniciativas, a “Ozy”, tem estado “nas bocas do mundo”, mas não pelas melhores razões. Ao que parece, recordou Joshua Benton num artigo publicado no “Nieman Lab”, os líderes deste projecto mentiam sobre as suas métricas, ou pediam a utilizadores que visitassem o seu “site”, em troca de dinheiro.
Com isto, a administração da plataforma considerou que a única opção seria encerrar a actividade.
No entanto, esta decisão parece ter durado pouco tempo. Mais concretamente: manteve-se durante dois dias. Afinal, o fundador da “Ozy”, Carlos Watson, voltou a aparecer em programas televisivos, garantindo que a plataforma não iria desaparecer.
Tudo isto, afirmou Benton, parece ter sido motivado por um pico no nível de audiências do “site” da “Ozy”, que, depois de anos a inflaccionar o número de leitores, viu-se envolvido num escândalo e conquistou, finalmente, o interesse do público.
“Estamos abertos para negócios. Vamos voltar a ser notícia", afirmou Watson, citado por Benton. “Os últimos tempos foram traumáticos e difíceis. Chegámos, mesmo, a suspender as nossas operações. Mas, durante o fim-de-semana, falámos com os nossos parceiros de publicidade, com alguns leitores, com os nossos investidores. Pensamos que a ‘Ozy’ faz parte deste momento”.
Ainda assim, prosseguiu Benton, Watson recusa-se a assumir os erros, e continua a experimentar novas estratégias, com o objectivo de continuar no activo.
Outubro 21
Perante este contexto, Benton considera pouco provável que a “Ozy” retome a sua actividade, já que, os investidores publicitários não parecem estar dispostos a associarem os seus produtos a uma marca que fabrica audiências.
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