Semanário propõe-se combater o “obscurantismo” em França
A partir de Novembro, os consumidores franceses irão contar com um novo semanário nos quiosques. Vai chamar-se “Franc-Tireur”, quer assumir-se como uma publicação “centrista” e é financiado pelo empresário checo Daniel Kretinsky.
“Estaremos contra tudo que ameace o universalismo republicano”, explicou Christophe Barbier , ex-director do “L’Express”, convidado por Kretinski para assumir as rédeas da publicação. “Quando falamos de centrismo, invocamos a ideia de algo suave, morno. Mas nós queremos construir algo muito poderoso, uma ofensiva”.
Conforme acrescentou Barbier, o “Franc-Tireur” será, por isso, “um arsenal intelectual e jornalístico para lutar contra a progressão do obscurantismo”, um forte de ideias contra o extremismo.
De acordo com o “Le Point”, Kretinsky, que controlará o “Franc-Tireur” através da sua “holding” editorial Czech media invest (Cmi) , decidiu abraçar este negócio após concluir que os franceses liam poucos semanários e que a maioria dos consumidores classifica os jornais como algo “sério, austero e um pouco chato”.
“Para combater as notícias falsas, não podemos contentar-nos com a verificação de factos”, antecipou um porta-voz do Cmi ao “Le Point”. “Precisamos de uma publicação com um estilo incisivo”.
Por isso mesmo, o novo título já revelou o nome de alguns dos seus principais colunistas, incluindo o filósofo liberal Raphaël Enthoven, que contribuirá com um editorial de primeira página todas as semanas.
Setembro 21
Ao lado dele estarão Caroline Fourest -- activista -- Philippe Aghion -- economista e professor de Harvard -- Rudy Reichstadt -- fundador do "Observatoire du conspirationnisme” -- Abnousse Shalmani -- escritora iraniana -- e, ainda, o jornalista Jean-François Kahn.
O “Franc-Tireur” também terá um espaço dedicado a reportagens de jornalistas “freelancer”.
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