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Projecto de “media” nos EUA para cidadãos latinos

Em 2010, a jornalista Maria Hinojosa lançou o Grupo Futuro Media, uma organização noticiosa sediada nos Estados Unidos, mas focada em reportar temáticas que não recebem atenção por parte dos “media” tradicionais. Em entrevista para o “Nieman Lab”, Hinojosa explicou que a sua principal motivação foi a possibilidade de contar as histórias que mais lhe interessavam, sem ter que dar explicações a grandes empresários. Desta forma, Hinojosa tem vindo a trabalhar para dar voz às minorias étnicas, conquistando uma audiência mais jovem, e de diferentes origens. Segundo recordou aquela jornalista, a Futuro Media começou por apostar no programa de rádio “Latino USA”. “Este programa é uma instituição cultural, e foi pioneiro em muitos aspectos, já que reflecte sobre o que é ser latino nos Estados Unidos em pleno século XXI”. “Tivemos a ideia de transformar este programa em algo que conta histórias em profundidade, focando-se no 'storytelling'", acrescentou Marlon Bishop, produtor de conteúdos da Futuro Media desde 2014. “Quisemos contar todo o tipo de histórias e dar espaço aos criadores latinos”. Hoje, a Futuro Media, que conta com 33 colaboradores fixos, está focada em desenvolver novos “podcasts”, além de uma iniciativa de jornalismo de investigação. O seu “arsenal” conta já com oito programas originais -- desenvolvidos em parceria com a WNYC, WBUR, “The Los Angeles Times”, e Netflix -- que contam a perspectiva de cidadãos de origem latina, e espelham a realidade daqueles que tiverem de enfrentar leis anti-imigração. Além disso, a Future Media quer continuar a apoiar produtores latinos, que não dispõem de meios financeiros suficientes para lançar os seus próprios projectos, mas cujas iniciativas merecem ser partilhadas.  
Julho 21
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