O governo francês prepara-se para criar uma agência nacional de combate à manipulação de informação, anunciou o secretário-geral da Defesa e Segurança Nacional (SGDSN), Stéphane Bouillon.
Este novo serviço deverá ser lançado em Setembro e contará com uma equipa de 60 colaboradores.
De acordo com Bouillon, o principal objectivo desta iniciativa é desmistificar “mentiras partilhadas por agentes estrangeiros” que possam vir a "desestabilizar o Estado francês”.
“ Não se trata de corrigir ou repor a verdade, mas sim de poder detectar ataques vindos do estrangeiro” argumentou Bouillon. “O que nos interessa é combater a pandemia de desinformação”.
Além disso, segundo indicou o SGDSN, esta agência deverá limitar “interferências internacionais” nas próximas eleições francesas, agendadas para 2022.
Por outro lado, Bouillon prometeu “transparência total” nas acções da nova agência, para que esta não se torne um organismo ao serviço dos interesses governamentais.
Para tal, será convocada uma comissão de ética, que contará com a presença de um membro do Conselho de Estado, um representante do Conselho Superior do Audiovisual (CSA), um magistrado, um embaixador, jornalistas e investigadores .
Junho 21
Esta não é a primeira iniciativa lançada por um governo para controlar “fake news”.
A União Europeia, por exemplo, criou em 2015 a “ East Strat Comm ”, dedicada ao combate de notícias falsas fabricadas na Rússia.
Já nos Estados Unidos, um órgão vinculado ao Departamento de Estado, tem a missão “de direcionar, sincronizar, integrar e coordenar os esforços do governo federal para detectar, compreender, expor e contrariar propaganda e desinformação destinadas a minar ou influenciar a política, a segurança ou a estabilidade dos Estados Unidos, dos seus aliados e dos seus parceiros ”.
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