O “site” do USA Today implementou, recentemente, uma “paywall”. Assim, o acesso a alguns dos artigos da publicação passam a estar dependentes de subscrição, segundo noticiou Rick Edmonds no “site” do Instituto Poynter.
De acordo com Edmonds, os leitores interessados em consultar todas as peças têm, agora, a opção de subscrever o jornal do Grupo Gannett por 4,99 dólares mensais.
Outras publicações norte-americanas -- como o “New York Times”, o “Washington Post” e o “Wall Street Journal” -- contam, já, com milhões de subscritores das suas versões “online”. Nestes casos, os jornais disponibilizam um número limitado de artigos gratuitos por mês, oferecendo, posteriormente, descontos em pacotes de assinatura.
Contudo, o “USA Today” optou pelo "modelo freemium”, caracterizado pela oferta de artigos “premium” e “gratuitos”.
O CEO do Grupo, Mike Reed, já havia anunciado, no início do ano, que tinha como objectivo alcançar o patamar dos 10 milhões de subscritores no prazo de cinco anos.
Além disso, em Fevereiro, aquele responsável comunicou aos investidores que a publicação passaria a focar-se em conteúdos digitais, em detrimento da edição em papel.Conforme indicou Edmonds, alguns dos leitores do jornal estranharam este novo modelo, já que a publicação “chegou tarde” à tendência das “paywalls”.
Abril 21
Com isto, o jornal publicou uma nota informativa, na qual explica que “algumas histórias não estão disponíveis sem subscrição, já que integram a experiência ‘premium’ no ‘USA Today’. Os artigos e vídeos que têm este estatuto representam o melhor da publicação, caracterizados por jornalismo original com impacto visual”.
De acordo com Edmonds, a implementação da “paywall” é, provavelmente, uma tentativa de garantir a sustentabilidade financeira do jornal, afectada pela pandemia de covid-19.
Além disso, a publicação tinha, até agora, um modelo pouco viável, já que os 250 jornais locais ofereciam pacotes de subscrição, enquanto o “site” principal disponibilizava todos os artigos de forma gratuita.
Com isto, o “USA Today” estava a afastar potenciais subscritores dos seus títulos regionais e, consequentemente, receitas de assinatura.
Edmonds acredita, assim, que o jornal está a testar um primeiro modelo de subscrição, de forma a estudar os interesses dos leitores e melhorar a sua oferta.
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