Os “media” portugueses foram reforçados com um novo projecto de jornalismo comunitário digital: “A Mensagem de Lisboa”.
Esta nova iniciativa, concebida por Catarina Carvalho e Ferreira Fernandes (ex-directora executiva e ex-director do ‘Diário de Notícias’), tem como objectivo reforçar a aposta no jornalismo local, que tem vindo a desaparecer, um pouco por todo o mundo.
Assim, “A Mensagem de Lisboa” propõe-se contar histórias sobre a capital portuguesa, reforçar o sentido de pertença dos cidadãos, incentivar a participação dos lisboetas e introduzir novos modelos de negócio.
“É um projecto de jornalismo feito para, e com, os lisboetas. E são todos: os que se interessam pela cidade, ou a têm no coração”, considerou Catarina Carvalho no primeiro editorial do “site”.
Nesta primeira fase, a “Mensagem de Lisboa” vai manter as editorias de “Bairros”, “Reportagens” e “História”. Os conteúdos serão apresentados em formato multiplataforma, com destaque para as “newsletters” e “podcasts”.
De momento, a equipa é composta por sete jornalistas a que se juntam vários colaboradores. Existe um conselho editorial que integra nomes como António Quaresma, o modelo Armando Cabral, o jornalista Paulo Pena ou o geógrafo João Seixas.
A “Mensagem de Lisboa” , que começou a ser concebida na Primavera de 2020, tem uma redacção na Baixa, mas a sede do título localiza-se no café A Brasileira.
Fevereiro 21
Segundo indicou Catarina Carvalho, aquele espaço serviu como ponto de encontro para as primeiras reuniões do projecto -- que começou a ser concebido na Primavera de 2020 -- e serviu, mesmo, de inspiração para algumas temáticas.
Aliás, A Brasileira é um dos accionistas da empresa responsável pela “Mensagem de Lisboa”.
“Daqui saíram ideias que dariam para anos de reportagens – desde as figueiras, herança árabe, ao fado malandro da mouraria, as cidades sem carros, as bicicletas e como as estatísticas nos ajudam a melhorar a vida urbana”, disse. “Acresce que foi muito nos cafés que o mundo se tornou moderno, nas discussões acesas pela cafeína. Sobretudo na Europa, sobretudo depois do século XIX”.
No âmbito do modelo de negócio, a editora está, agora, em negociações com o Sapo para que assuma a área comercial digital. Além disso, parte das receitas será proveniente das contribuições da comunidade de leitores.
“O nosso modelo de negócio não é o de venda de notícias. É o modelo de negócio de pertença, é um ‘membership project’, com vantagens de se pertencer à comunidade. Ser membro da comunidade permite ter acesso às reuniões e aos debates que vamos organizar e fazer parte das entrevistas com pessoas que lhes interessem”, enumerou Catarina Carvalho.
Integrar a comunidade terá um custo de seis euros por mês.
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