A BBC World News foi banida da China, depois de o Ofcom não ter renovado a licença de emissão ao canal CGTN, ao concluir que o controlo editorial do canal era exercido pelo Governo de Pequim.
Num comunicado oficial, a Administração Chinesa para a Rádio e Televisão -- responsável pela regulação dos “media” -- afirmou que a decisão foi motivada pelo facto de a BBC World News ter violado os interesses nacionais chineses, bem como os valores de solidariedade étnica.
Nas últimas semanas, o governo de Pequim tinha vindo a criticar as reportagens da BBC, que abordavam temas como abuso sexual e trabalho forçado.
“Já que o canal não está a cumprir as normas necessárias para emitir na China, a BBC World News vai perder a sua licença”, afirmou, em comunicado, a entidade reguladora.
Por sua vez, a BBC lamentou a decisão de Pequim, recordando que o seu jornalismo é reconhecido, mundialmente, pela imparcialidade e isenção.
Já o secretário britânico de negócios estrangeiros, Dominic Raab, afirmou que esta foi uma “acção contra a liberdade dos ‘media’”, que irá “prejudicar a reputação da China aos olhos do Mundo”.
Fevereiro 21
Da mesma forma, Yasmin Qureshi, membro da aliança interparlamentar China/Reino Unido, declarou que “a decisão de retirar a licença de emissão à BBC é apenas mais um exemplo da intolerância do governo de Pequim perante aqueles que revelam a verdade sobre as suas políticas autoritárias”.
Esta decisão causou, ainda, preocupação junto dos membros do Clube de Correspondentes Estrangeiros da China (FCCC na sigla inglesa).
Isto porque, de acordo com aqueles jornalistas, isto pode assinalar novas sanções para os “media” internacionais, que não cumpram a ideologia imposta pelo partido comunista chinês.
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