Rádios privadas francesas criticam medidas do governo
As rádios privadas francesas iniciaram um movimento de contestação contra as políticas governamentais.
Isto porque, até 2019, o Grupo público Radio France podia beneficiar de um máximo de 42 milhões de euros anuais em publicidade institucional. Contudo, o ministério da Cultura não estabeleceu nenhum limite para o período 2020-2022.
Além disso, em 2020, a Radio France recebeu mais 580 milhões como contribuição para a radiodifusão pública, para apoiar as suas sete estações. Por outro lado, as restantes 330 estações de rádio privadas do país partilharam um mercado publicitário avaliado em 560 milhões de euros.
Com isto, a representante dos principais Grupos de rádio franceses, Anne Fauconnier, acusou o governo de restringir a pluralidade informativa.
Além disso , apontou, as "estações de rádio privadas empregam 8 mil profissionais. A Radio France emprega metade”.
Recorde-se que, no final de Janeiro, o Senado francês reprovou a maioria dos planos do Estado para o sector audiovisual público, que inclui a France Télévisions, France Médias Monde, Ina e a Radio France.
No que diz respeito à rádio pública, a Câmara Alta do Senado considerou que o governo não estava a respeitar os compromissos assumidos, no sentido de preservar o equilíbrio do mercado.
Fevereiro 21
A Câmara Alta acusou, ainda, o Estado de ser um mau accionista, já que não preparou nenhum plano face ao decréscimo das receitas publicitárias, tem negligenciado as sinergias entre os diferentes Grupos e não apresentou planos realistas para aumentar a influência dos “media” franceses no estrangeiro.
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