Senado francês critica governo no sector audiovisual
O Senado francês reprovou a maioria dos planos do Estado para o sector audiovisual público, que inclui a France Télévisions, a Radio France, France Médias Monde e o Ina. O canal Arte foi o único a não receber um “cartão vermelho”.
A Câmara Alta acusou o Estado de ser um mau accionista, já que não preparou nenhum plano face ao decréscimo das receitas publicitárias, tem negligenciado as sinergias entre os diferentes Grupos e não apresentou planos realistas para aumentar a influência dos “media” franceses no estrangeiro.
Em resumo, as estratégias apresentadas não são suficientes face ao nível do desafio.
"O Estado não está a cumprir a sua responsabilidade como accionista. Toda a indústria de radiodifusão pública tem uma arma apontada à cabeça. As empresas estão à espera de instruções, ou seja, de perspectivas a longo prazo, que não estão a chegar", disse a Comissão da Cultura.
Além disso, de acordo com a Câmara Alta, não há nada que impeça o governo de implementar projectos de reforma. "A ministra da Cultura, Roselyne Bachelot, invocou a falta de tempo. Este argumento não colhe. Em vez de reiniciar a ‘máquina’, o governo passou três meses a solicitar às empresas que estabelecessem um roteiro, que deixará de ser válido dentro de ano e meio".
Janeiro 21
O Senado tinha apelado ao governo que começasse a traçar um plano de poupança e um documento para a reformulação da taxa de TV, que deveria vigorar até 2025. Nenhum dos objectivos foi cumprido.
“Estamos a ver o Estado e a ministra da Cultura desistirem desta questão. É uma marca deste governo. Em muitos sectores, as ambições iniciais são sempre muito fortes e, quando surgem obstáculos, recuam e depois desistem. Está a tornar-se um hábito".
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