Jornais ganham expressão no digital e perdem na versão impressa
Com a pandemia, os jornais portugueses começaram a apostar nos conteúdos digitais, como forma de colmatar a quebra das receitas publicitárias, e de circulação. Estes produtos foram, na sua generalidade, bem recebidos pelos cidadãos.
De acordo com o último relatório da APCT (Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação), o jornal “Público”, registou, no último ano, um crescimento de 110% nas assinaturas digitais. O formato “online” da publicação conta, agora, com cerca de 35 mil subscritores. Já o “Expresso” viu as assinaturas “online” subirem 49%. Em Setembro, o semanário somava 39.097 assinantes.
No “Jornal de Notícias” o crescimento foi de 54% (9549 em Setembro) e, no “Diário de Notícias”, os números dispararam 169%, num total de 4615 subscritores. O “Correio da Manhã” – que não tem uma estratégia de aposta nas assinaturas “online” – manteve números próximos dos registados 2019.
Mas as boas notícias ficam por aqui. As edições impressas continuaram a mostrar uma tendência decrescente, embora a ritmos muito diferentes. Entre Janeiro e Setembro, foram vendidos menos 25 639 jornais diários, relativamente ao mesmo período do ano passado.
No caso do “Público”, as vendas em banca caíram 17%, face a 2019, situando-se numa média de 11.541 exemplares diários.
Da mesma forma, o “Correio da Manhã” -- que continua a manter a liderança de circulação impressa -- registou um decréscimo de 21%, e o “Jornal de Notícias” caiu 25%.
Dezembro 20
Entre os semanários, os números do “Expresso” permaneceram praticamente inalterados, com um deslize de 1% para os 52.453 exemplares por semana vendidos nas bancas (56.270 com as assinaturas e vendas em bloco).
Já o DN -- que deverá retomar, em breve, a periodicidade diária -- caiu 25%.
A “Sábado” mantém-se na liderança das “newsmagazine” semanais, com uma circulação média de 19 381 exemplares , distanciando-se da concorrente “Visão”, que não foi além dos 13 354.
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