Observatório francês defende direito à caricatura política
O Observatório de “media” Acrimed condenou, em comunicado, o assassinato do professor francês Samuel Paty, bem como a instrumentalização do acontecimento pelos “media”.De acordo com aquela associação, estes incidentes constituíram um atentado contra a liberdade de expressão e de imprensa.
“Quando a nossa associação foi criada, em 1996, as nossas lutas eram pioneiras: criticar os excessos dos ‘media’. Lutar contra a apropriação dos meios de comunicação social pelos capitalistas. Denunciar as mentiras do Estado, partilhadas pela imprensa. Atacar a ‘circulação da desinformação’. Defender a reapropriação democrática dos meios de comunicação social. (...) Propor ferramentas para reconstruir a imprensa. E para protestar contra todas as formas de censura”, pode ler-se no documento.“Acima de tudo, queríamos defender a liberdade de imprensa (...) O direito à caricatura e à sua crítica”, continua o comunicado. “Gostaríamos de nunca ter de reafirmar esta premissa”.
Outubro 20
“Um professor, Samuel Paty, que tinha mostrado caricaturas aos seus alunos, foi assassinado por um fundamentalista islâmico. Mais uma vez, um homem morreu, cinco anos após os ataques do ‘Charlie Hebdo’”, prossegue a missiva. “Este acto desprezível, e as reacções que, legitimamente, suscitou, foi acompanhado por graves abusos dos ‘media’ (...) nos quais o comentário histérico prevaleceu sobre a reflexão”.
Perante este contexto, o Acrimed considera essencial redobrar as suas críticas aos “media” e a luta pela liberdade de expressão. “Para o Acrimed, a luta continua. E o trabalho é imenso”.
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