“Daily Mash” um jornal satírico na imprensa britânica
Com o aparecimento da pandemia, surgiram novas e melhores oportunidades para publicações de jornalismo satírico, que registaram, no início da crise, um aumento na sua audiência.
É esse o caso do jornal britânico “Daily Mash”, que registou, em Março um pico de audiência.
Em entrevista à “Press Gazette”, o editor-executivo da publicação, Tom Whiteley, justificou o acontecimento com o facto de os cidadãos desejarem “ler sobre algo que reflecte a sua experiência pessoal e que lhes oferece alguma orientação, perante uma contexto confuso e assustador”.
Contudo, pouco tempo depois, o tráfego voltou ao normal,com os leitores a mostrarem-se descontentes perante o grande volume de artigos relacionados com a Covid-19.
Isto não significa, porém, que a publicação satírica esteja em risco.
Lançado em 2007, o jornal costuma ser, especialmente, popular, em período de eleições, durante os quais satiriza as declarações de candidatos ou situações caricatas, como a visita de Donald Trump à família real britânica.
Outubro 20
Apesar de a maioria do conteúdo ser inventado, Whitley garante que os colaboradores do “Daily Mash” seguem uma lógica jornalística, com verificação de fontes e de informação.
Até porque, de acordo com aquele responsável, esta é a melhor forma de garantir que os leitores percebem que os artigos do jornal são, meramente, satíricos.
Devido ao seu escrutínio político, o “Daily Mash” foi acusado de favorecer o Partido Trabalhista britânico, depois de publicar artigos sobre o “Brexit”.
Contudo, Whitley garante que o “Daily Mash” não têm qualquer filiação partidária e que o seu objectivo é, apenas, salientar o absurdo de cada situação. “Queremos funcionar como uma voz crítica”, concluiu.
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