O jornalista ganês, David Tamakloe, foi detido pelas autoridades policiais, por ter, alegadamente, violado o código criminal daquele país.
Em declarações ao Comité Para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), aquele profissional -- que exerce funções como editor executivo da publicação privada “Whatsup News” -- afirmou que, estava em causa uma reportagem, publicada em Julho, sobre a crise pré-eleitoral na região de Ashanti.
Entretanto, Tamakloe foi libertado sob uma caução de 10 mil cedis (cerca de 1500 euros).
Perante este quadro, o CPJ apelou, junto do governo do Gana, que fossem retiradas todas as queixas contra o profissional, recordando que, naquele país, as autoridades têm por hábito perseguir jornalistas.
De acordo com relatórios dos Repórteres sem Fronteiras (RSF) e da Freedom House, apesar de o Gana ser considerado um dos países mais democráticos de África, onde existe pluralidade jornalística, cerca de um terço dos “media” são controlados pelo Estado.
Outubro 20
Além disso, os jornalistas de investigação são, frequentemente, alvo das autoridades. Isto é, especialmente, comum quando as reportagens tratam de corrupção ou de desporto.
Em 2020, o Gana posicionou-se em 30º lugar, no Índice de Liberdade de Imprensa dos RSF, entre um total de 180 países.
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