A jornalista Caroline Monnot vai assumir funções de editora-executiva
no jornal “Le Monde”, em Janeiro do próximo ano, substituindo Luc Bronner, que desempenhava o cargo desde Julho de 2015.
Bronner tinha vindo a expressar, desde há alguns meses, a intenção de se afastar do cargo, para se dedicar ao trabalho jornalístico e à realização de reportagens.
"Após alguns anos no comando, mal posso esperar para voltar ao ‘stress’ de um repórter, que parte sem saber o que vai encontrar, as conversas com pessoas que não são jornalistas, as noites sem dormir, com café e escrita, o entusiasmo, muito particular, da investigação e da informação exclusiva...", justificou Bonner numa mensagem interna.
Em comunicado, o director do diário, Jérôme Fenoglio, não quis deixar de elogiar o trabalho do responsável demissionário. “Bronner foi um grande director da nossa redacção. Através das suas ideias e intuições, das suas exigências editoriais, do seu talento e do seu sentido de inovação, ele foi crucial para o sucesso e influência do nosso título nos últimos anos, sendo ao mesmo tempo um dos maiores defensores da sua independência. »
Outubro 20
Na sua mensagem aos colaboradores, Fenoglio disse, ainda, estar confiante do profissionalismo da nova editora-executiva, que colabora com o “Monde” há mais de 30 anos.
"As suas exigências editoriais (...) asseguram-nos de que Monnot levará o nosso jornalismo ao mais alto nível, nestes tempos conturbados. A sua experiência, à frente da secção de política, em 2017, será, obviamente, crucial para conseguirmos cobrir os acontecimentos marcantes dos próximos anos, como as eleições presidenciais de 2022. O seu conhecimento da retórica extremista ajudar-nos-á a manter o rumo nesta era, quando, mais do que nunca, devemos procurar ser um ponto de referência para os nossos concidadãos. »
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