A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) está a analisar a justificação para o fim do negócio entre a Cofina e a Prisa, adiantou o jornal “Público”.
Apesar de, em Março, ter desistido de comprar a Media Capital à Prisa, a Cofina ainda poderá ser obrigada pela CMVM a concretizar, dentro de poucas semanas, a oferta pública de aquisição (OPA) sobre os 5,31% do Grupo detentor da TVI, que não estavam no acordo que Paulo Fernandes tinha com a Prisa.
Além disso, a comissão está, ainda, a tentar apurar, “no âmbito do pedido de ilisão de presunção de actuação concertada entre a Prisa e a Pluris (controlada pela empresário Mário Ferreira)” a natureza da relação entre estes accionistas e a respectiva repercussão na estrutura de controlo da Media Capital”, confirmou uma fonte oficial do organismo regulador, ao “site” “Dinheiro Vivo”.“A CMVM continuará a analisar esta situação, no sentido de, a breve prazo, tomar posição sobre a referida questão”.
Recorde-se que, em 14 de Maio, a Prisa comunicou, ao mercado, a entrada da Pluris, de Mário Ferreira, no capital social da Media Capital.
Julho 20
Nesse mesmo comunicado, a Prisa referiu que considerou a Pluris um “investidor ajustado” à Media Capital, já que a empresa pretendia reforçar a sua posição nos “media”, e que tinha a possibilidade de “facultar apoio financeiro, se necessário” e de “apoiar a equipa de gestão com a sua experiência”.
Devido ao referido “apoio financeiro”, Mário Ferreira está, agora, sob escrutínio da CMVM, por suspeitas de interferência no Conselho de Administração da TVI, cujas alterações foram anunciadas em meados de Julho.
Desde que Mário Ferreira adquiriu parte da Media Capital, a TVI anunciou a substituição da direcção geral, do CEO e da direcção de informação.
O novo CEO, Manuel Alves Monteiro é vogal da Mystic River, empresa controlada pelo empresário da Douro Azul.
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