Japão limita presença de jornalistas em conferências de imprensa
Apesar de, no Japão, o estado de emergência ter sido levantado a 25 de Maio, prevalecem as restrições à presença de jornalistas nas conferências de imprensa sobre a covid-19.
O Governo, alegando zelar pelo distanciamento social, reduziu o número de jornalistas permitido neste eventos: de 100 para 29 profissionais.
Perante esta situação, os Repórteres sem Fronteiras (RSF) apelaram ao Governo japonês que levantasse as restrições e realizasse as conferências em salas maiores. Desta forma, o distanciamento social continuaria a vigorar e a pluralidade informativa ficaria salvaguardada.
Actualmente, podem cobrir estes encontros com a imprensa 19 jornalistas em representação de diferentes empresas mediáticas, e mais dez profissionais de agências independentes, ou em regime “freelance”.
Junho 20
Além disso, cada jornalista pode colocar apenas três questões, que devem ser enviadas, previamente, para os assessores de imprensa do Governo.
Apesar de o Japão ser um dos países asiáticos que mais favorece a liberdade de imprensa -- ficando apenas atrás da Coreia do Sul e de Taiwan -- os jornalistas independentes continuam a ser alvo de discriminação e de violência verbal.
Em 2020, posicionou-se em 66º lugar, entre 180 países, no Ranking de Liberdade de Imprensa dos RSF.
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