A Comissão Europeia tem registado, diariamente, mais de 2.700 artigos com “fake news”, relacionados com a Covid-19, nas redes sociais, entre publicações falsas ou enganosas.
Estes dados foram transmitidos ao executivo comunitário por plataformas digitais como a Google, Facebook, Twitter, Microsoft e Mozilla, que se comprometeram, no final de 2018, a combater a desinformação nas suas páginas.
A instituição considerou, assim, que “existe um potencial muito grande de desinformação a florescer”, realçando que as informações enganosas sobre os cuidados de saúde, até à fraude para os consumidores, são prejudiciais para a “saúde pública”.Da mesma forma, o Grupo de Reguladores Europeus dos Serviços de Media Audiovisuais (ERGA) alertou para a necessidade de “proteger uma sociedade democrática que é ameaçada pela desinformação politicamente motivada”.
Maio 20
“A existência deste perigo é confirmada […] pela abundância de falsas notícias, orientadas pelo lucro e/ou por objetivos políticos, que acompanharam o recente surto e a resposta à Covid-19 em todas as plataformas disponíveis na Europa”, acrescentou o ERGA em relatório.
Perante este cenário, Bruxelas garantiu que a União Europeia (UE) e os seus Estados-membros “estão determinados a combater as acções de quem tenta explorar a crise para pôr em risco a vida dos cidadãos ou que espalham propaganda e narrativas de ódio”.
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