1. Os ecrãs contam mais do que a impressão

 

As eleições britânicas são disputadas sobretudo nos ecrãs, a maioria obtém grande parte da informação política através dos media.

O público sénior é maioritariamente informado através da televisão, enquanto que os mais jovens preferem o pequeno ecrã do seu smartphone

 

Mais da metade (52%) dos inquiridos com mais de 45 anos dizem que sua principal fonte de notícias é a TV, mas abaixo dessa idade   o número cai para cerca de um quarto (27%).

 

As diferenças no uso online são ainda maiores. Quase dois terços (63%) dos menores de 45 anos dizem que sua principal forma de receber notícias é online, em comparação com 26% dos maiores de 45 anos.

 

Os jornais continuam a ser importantes, sobretudo por duas razões: porque os lemos onlinee porque ajudam a definir a agenda.

 

2. A maioria dos britânicos desconfia dos media

 

O papel dos meios de comunicação social na política tende a dividir as opiniões. A maioria das pessoas desconfia dos media.

 

Quando questionados sobre sua confiança nas notícias, 51% dizem que confiam na maioria das notícias que consomem, mas apenas 40% dizem que confiam nos meios de comunicação social em geral e 22% confiam nas notícias exibidas por motores de busca. 

 

Apenas 10% diz confiar nas notícias das redes sociais.

O grau de confiança é semelhante em termos de género e classe social, e entre os que se identificam com os Conservadores, os Trabalhistas ou os Liberais Democratas. 

 

A maioria dos inquiridos em todo o espectro político considera a BBC, ITV, Channel 4, os media locais e alguns dos maiores jornais nacionais como confiáveis. 

 

3. A maioria dos britânicos está preocupada com a desinformação 

 

Cerca de 70% dos inquiridos afirma estar preocupado com as notícias e com a desinformação online, o que faz com que as estejam cépticos em relação a muitas das informações com que se deparam.

 

 

Há pouca diferença na exposição à desinformação entre aqueles que consomem notícias offline e aqueles que consomem notícias online.  Os consumidores de notícias onlineassumem estar mais expostos ao fraco jornalismo e à propaganda política, mas tanto os consumidores online como offline admitem serem propensos à exposição a conteúdo falso.

 

4. Os britânicos desconfiam mas participam activamente do processo político 

 

Apesar da baixa confiança em notícias exibidas por motores de busca e redes sociais e da preocupação com possíveis conteúdos enganosos e potencialmente prejudiciais, quase metade dos utilizadores de notícias online no Reino Unido recorre aos meios digitais para comentar ou partilhar informação, discutir questões do dia, participar da vida pública e do processo político. 

 

As pessoas com nível social mais elevado são significativamente mais activas na partilha de notícias através das redes sociais, como Facebook e Twitter e de aplicações de mensagens como o WhatsApp.

Os que se identificam com o Partido Trabalhista e os Democratas Liberais participam mais das notícias do que os Conservadores ou aqueles que não se identificam com nenhum dos partidos.

 

5. A desigualdade de notícias 

 

Os padrões gerais são amplamente semelhantes em termos de idade, género e classe social, mas existem desigualdades na forma como diferentes pessoas utilizam as notícias e os media para acompanhar a política e os assuntos públicos. 

 

Uma das variáveis mais importantes é o interesse na política. No Reino Unido, as pessoas que estão interessadas na política são três vezes mais propensas a aceder às notícias várias vezes por dia.

 

Os homens com mais de 45 anos e oriundos das classes sociais superiores têm todos níveis significativamente mais elevados de interesse político, o que significa que estes grupos também representa uma parte desproporcionada da utilização das notícias.

 

Todos os nossos inquiridos são utilizadores da Internet. No entanto, é importante salientar que um grande número de internautas, especialmente jovens, mulheres e de classes sociais mais baixas, se envolvem menos com notícias.

 

 

Mais informação em Reuters Institute for the Study of Journalism.