Reestruturação da revista “L’Express” gera despedimentos
A redacção do L’Express está prestes a sofrer uma reestruturação, implementada por Alain Weill, CEO da Altice, que adquiriu 51% do Grupo de Imprensa.
A revista tinha perdido cerca de dez milhões de euros no ano anterior e, portanto, será submetida a uma redução de custos que levará a grandes alterações.
Perante esta notícia, os trabalhadores da revista desfilaram junto do edifício da Alticeexibindo cartazes: "#Weill Massacre L'Express" (Weill massacra L’Express).
Alain Weill assume que pretende salvar o L’Express, mas que a publicação necessita de uma intervenção dolorosa.
A direcção tinha assumido, anteriormente, que quarenta despedimentos, dos quais trinta jornalistas, seria o bastante para que o Grupo conseguisse recuperar.
Posteriormente, 42 jornalistas invocaram uma cláusula que lhes permitia despedirem-se com indemnização devido à alteração do proprietário do jornal.
Contudo, a direcção anunciou um plano de protecção ao trabalho, que inclui a eliminação de outros 26 cargos e a supressão de departamentos, como por exemplo o da cultura e da investigação.
A jornalista Sandrine Cassine publicou no site do Le Monde um artigo sobre o respectivo plano de trabalho.
Outubro 19
Para além destas medidas, outros 21 colaboradores de funções de suporte serão transferidos para a empresa do antigo proprietário da publicação, a Altice, onde são geridos outros meios de comunicação do Grupo.
Alain Weill refere que quer inspirar-se em publicações como The Economist, Time ou a Newsweek, e recrutou Eric Chol, da Courrier International, para chefe de redacção, com o objectivo de introduzir um novo perfil que corresponda à linha editorial que pretende assumir.
Segundo o CEO da Altice, “para as pessoas assinarem, seja em papel ou digital, é preciso qualidade e exclusividade".
O serviço de web será alargado, o que dará lugar a novas vagas, e será também lançado um novo formato.
Os representantes sindicais esperam, contudo, que o plano não prossiga, uma vez que pode gerar, ainda, divisões na redacção da revista em papel, o que poderá representar uma redução de 30% nas carteiras profissionais.
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