Executivo aposta nas rádios para reforçar resposta em cenários de crise
O Governo quer reforçar o papel das rádios em situações de emergência, transformando as emissoras em “agentes de comunicação em crise” através de um futuro mecanismo de coordenação e cooperação com o sector. A medida integra o plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
Durante a apresentação do programa, que prevê um investimento global de 22,6 mil milhões de euros até 2034, o chefe do Executivo revelou que o Governo chegou a ponderar a criação de um canal de comunicação próprio para actuar em cenários de crise. A hipótese acabou, porém, por ser abandonada. O Executivo concluiu que as actuais emissoras de rádio já dispõem da capacidade técnica, experiência e preparação necessárias para desempenhar essa função.
Nesse sentido, o Governo pretende avançar com um “instrumento de cooperação e coordenação” que permita trabalhar directamente com as rádios, reforçando a sua capacidade de resposta e disseminação de informação em contextos de emergência, catástrofes naturais ou outros eventos extremos.
A medida insere-se no pilar “Responder” do plano destinado à recuperação dos danos provocados pelas tempestades que afectaram o país no início de 2026. Segundo o Executivo, o objectivo passa por preparar Portugal para enfrentar fenómenos climáticos severos e outros riscos extremos, melhorando simultaneamente os mecanismos de emergência e o apoio às populações.
Apesar do anúncio, o primeiro-ministro não avançou prazos concretos para a implementação do novo modelo de articulação com o sector radiofónico.
(Créditos da imagem: Unsplash)