Turbulência no “Buzzfeed” com jornalistas decepcionados
O “Buzzfeed” está a oferecer bónus aos jornalistas que se demitam de forma voluntária, numa altura em que a empresa norte-americana está a tentar aumentar o seu lucro.
Apesar de o “Buzzfeed” ser, sobretudo, conhecido pela publicação de “memes” e de outros conteúdos virais, a sua equipa editorial já foi distinguida em diversas ocasiões, tendo recebido um Pulitzer, por uma reportagem sobre a detenção maciça de cidadãos muçulmanos na China.
Contudo, este tipo de trabalho não está a gerar as receitas desejadas, pelo que administração quer optar por uma linha editorial mais “leve”, convidando os colaboradores das editorias de Investigação, Ciências, Política, e Desigualdades a saírem.
“Nós tínhamos liberdade para escrever sobre histórias diferentes e inovadoras”, escreveu Rosalind Adams, um jornalista de investigação do “Buzzfeed”. “É triste ver que a empresa deixou de valorizar este tipo de trabalho”.
Além disso, a CNBC reportou, com base em informações de fontes anónimas, que o CEO do “Buzzfeed”, Jonah Peretti, está a ser pressionado pelos accionistas a encerrar, de vez, todas as operações jornalísticas.
Em declarações públicas, Jonah Peretti explicou que, agora, o “Buzzfeed” planeia investir em novos formatos de vídeo, que sejam compatíveis com o TikTok.
Março 22
Relativamente à secção noticiosa, Peretti disse que ficaria “mais pequena”, dando prioridade “às áreas com as quais o público estabelece uma maior conexão”.
O valor das acções do “Buzzfeed” desceu 40% desde Dezembro, altura em que a empresa passou a ter capital público. Além disso, os seus administradores prevêem uma quebra acentuada no exercício financeiro de 2022.
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