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Mundo

Kremlin desinforma através das redes sociais

O Kremlin está a desenvolver uma campanha de desinformação “muito eficaz” na rede social TikTok, levantando questões sobre a guerra russo-ucraniana, e convidando os utilizadores a duvidarem das reportagens de “media” independentes. Conforme apontou o “Guardian”, o Foreign and Commonwealth Office explicou que estas campanhas estão a ser realizadas com o auxílio de vários utilizadores da internet, que são recrutados através do Telegram. Já o investigador Darren Linvill, que estuda as acções mediáticas do governo russo desde 2017, considerou que, graças aos novos apoiantes, os “posts” estão a tornar-se cada vez mais convincentes. Ou seja, agora o Kremlin tem incentivado a partilha de “conteúdos originais”, que reforcem a sua narrativa, e que cheguem a uma larga audiência. Isto inclui, por exemplo, a publicação de comentários pró-Russia nos perfis de personalidades com um grande número de seguidores, tais como Boris Johnson, e ainda, os artistas musicais Daft Punk, David Guetta e Tiësto. Linvill aponta que, embora estas campanhas estejam activas em todas as redes sociais, é no TikTok que há um maior nível de interacção, reforçando os movimentos nacionalistas russos, e implantando dúvidas sobre o conflito. Perante este cenário, as plataformas digitais iniciaram medidas de contenção de notícias falsas. A título de exemplo, neste contexto, o Twitter diz já ter eliminado 100 mil contas por “violação das directivas”, “manipulação” e “spam”.
Maio 22
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