O operador público chinês, CGTN, perdeu a licença de emissão no Reino Unido, depois de o Ofcom concluir que o controlo editorial do canal é exercido pelo Governo de Pequim.
De acordo com a regulação da radiodifusão britânica, a entidade detentora da licença de emissão deve controlar todo o conteúdo. Contudo, de acordo com a investigação do Ofcom, a Star China Media Limited -- empresa privada à qual foi atribuída a licença -- não dispõe de qualquer tipo de responsabilidade editorial.
Numa última tentativa de recuperar a autorização, a CGTN pediu que a licença fosse transferida para uma outra organização, mas o requerimento foi rejeitado, já que faltava “informação crucial” e porque a empresa “é controlada pela mesma entidade que controla o partido comunista chinês”.
“A nossa investigação mostrou que a licença para a China Global Television Network é detida por uma entidade que não tem qualquer controlo editorial sobre os seus programas", disse um porta-voz do Ofcom. "Temos proporcionado, à CGTN, numerosas oportunidades para cumprir os protocolos, o que não aconteceu. Consideramos, agora, apropriado retirar a licença para a CGTN emitir no Reino Unido.
Fevereiro 21
Perante este acontecimento, um porta-voz da CGTN afirmou que a rede televisiva chinesa é, facilmente, comparável ao operador público britânico, a BBC.
“O actual accionista da CGTN é a CCTV, uma emissora de televisão estatal chinesa com um estatuto semelhante ao da BBC, France Televisions Group, NHK (Japão), KBS (Coreia) e outros", argumentou a emissora.
"Da perspectiva do 'controlo de facto', o conselho editorial global exerce um controlo editorial independente sobre o serviço CGTN", acrescentou.
Uma nova investigação publicada na revista Journalism Practice, por Shangyuan Wu, investigadora da Universidade Nacional de Singapura, procura perceber que competências os jornalistas...
Num artigo de opinião publicado nos Cuadernos de Periodistas da APM, parceira do CPI, a investigadora Pilar Sánchez-García defende que os dilemas éticos que a inteligência artificial (IA)...
A rápida expansão da Inteligência Artificial (IA) está a transformar o ecossistema informativo e obriga o jornalismo a redefinir o seu papel na sociedade. Esta ideia é defendida por Carlos...
O misto.media, um órgão de comunicação regional criado em Lutsk, na Ucrânia, está a construir um modelo editorial e financeiro assente na independência política, no envolvimento da...
Quase nove anos após o assassinato da jornalista de investigação Daphne Caruana Galizia, começou, em Valletta, o julgamento de Yorgen Fenech, empresário...
O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, ordenou o encerramento das emissões informativas dos principais canais públicos de televisão e rádio. Numa publicação nas redes...
Num país com apenas dois milhões de habitantes e onde a cultura de pagamento por notícias continua a ser reduzida, o Ovtar24 afirma-se como um exemplo de sustentabilidade no...
Os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) apelaram ao Parlamento e ao Governo da Albânia para avançarem com a descriminalização total dos crimes de difamação e injúria, considerando que esta...
O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) apelou ao governo dos Estados Unidos para que utilize todos os instrumentos diplomáticos ao seu alcance para garantir tratamento médico urgente ao...