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Mundo

Agravou-se o número de homicídios de profissionais dos “media”

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) apelou à comunidade internacional para que tome “medidas concretas para proteger a segurança e a liberdade dos jornalistas”, uma vez que o número de jornalistas mortos ou presos aumentou em 2022. A FIJ revelou, recentemente, que, em 2022, foram registados 67 homicídios de jornalistas e de outros profissionais dos media que apenas exerciam a sua profissão. Em comparação com o ano anterior, houve um aumento de 20 assassinatos, o que marca uma inversão do declínio que tinha vindo a registar-se nos últimos anos. Por detrás deste aumento está a invasão russa da Ucrânia, onde 12 jornalistas foram assassinados, assim como “o domínio das organizações criminosas no México e a violação da lei e da ordem no Haiti”, que deu origem, respectivamente, a 11 e 6 mortes documentadas. Além disso, países como a Colômbia, as Filipinas e o Paquistão e a região do Médio Oriente e do mundo árabe, registaram casos de violência e de assassinatos contra jornalistas e profissionais dos media, assim como o Chade e a Somália, apesar de África ter o menor número de mortes das cinco regiões na lista de jornalistas mortos da FIJ. Anthony Bellanger, secretário-geral da FIJ, sublinhou que estes números são preocupantes, apelando à defesa do jornalismo, um “pilar fundamental da democracia”. Adicionalmente, a lista da FIJ registou que, em 2022, pelo menos 375 jornalistas foram presos, em países como a China, Bielorrússia, Egipto, Hong Kong, Irão, Myanmar, Turquia e Rússia, com o objectivo de “silenciar os media e o protestos pela liberdade”. Perante este quadro, Bellanger voltou a reiterar a importância de proteger o jornalismo e os seus profissionais, alertando que “está na hora da comunidade internacional agir para garantir a liberdade de todos os jornalistas detidos ilegalmente”.
Dezembro 22
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