Agrava-se perseguição a jornalistas na Cisjordânia
Um repórter palestiniano, Samer Khuaira, que trabalha para uma agência de notícias iraniana, foi raptado e espancado por homens armados, após a cobertura jornalística da dispersão de uma manifestação estudantil na Cisjordânia.
De acordo a Associated Press, o jornalista foi libertado pouco depois.
Os raptores justificaram a acção com o facto de o profissional ter “prejudicado a Autoridade Palestiniana e o movimento secular Fath”.
Samer Khuaira identificou um dos seus raptores enquanto membro das forças de segurança palestinianas.
A Fatah domina as agências de segurança que operam nas partes da Cisjordânia ocupadas por Israel, onde a Autoridade Palestiniana tem uma autonomia limitada.
Tanto a Autoridade Palestiniana, liderada pela Fatah, como o seu principal rival, o grupo militante islâmico Hamas, que governa Gaza, reprimem, com frequência, os opositores políticos.
O Irão apoia o Hamas e outros grupos militantes islâmicos.
Esta é a segunda vez, em poucos meses, que um profissional dos “media” é atacado na Cisjordânia.
Junho 22
Recorde-se que, em Maio, uma jornalista palestiniana da Al Jazeera, Shireen Abu Akleh – que estava vestida com um colete à prova de bala, com a indicação de que era colaboradora dos “media” – foi assassinada.
De acordo com uma reportagem do “New York Times”, este terá sido um ataque intencional, por parte de um militar israelita.
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