Jovens franceses preferem informar-se através das redes sociais e IA
De acordo com o jornal francês Le Monde, um barómetro recente do regulador audiovisual francês, a Arcom, revela uma transformação profunda nos hábitos de acesso à informação em França, em particular entre os mais jovens. As redes sociais, plataformas de vídeo e ferramentas de inteligência artificial tornaram-se o principal meio de informação para 54% dos jovens com menos de 25 anos e para um quinto da população francesa no seu conjunto.
O estudo, realizado junto de 3377 pessoas, mostra também sinais de fadiga informativa. Cerca de 26% dos inquiridos afirmam informar-se menos do que antes, um valor que representa um aumento de quatro pontos percentuais face a 2023. A principal razão apontada é o carácter excessivamente negativo da actualidade: para 46%, as notícias são consideradas “demasiado negativas” e “angustiantes”. Segue-se a “impressão de ver sempre a mesma coisa”, mencionada por 30% dos participantes.
Apesar deste afastamento parcial, o interesse pela actualidade mantém-se elevado. Segundo o barómetro, 94% dos franceses dizem estar interessados nas notícias e 92% afirmam informar-se diariamente. Os meios de comunicação tradicionais (televisão, rádio e imprensa escrita) continuam a desempenhar um papel central, sendo indicados por 62% dos inquiridos como o seu principal meio de informação.
Contudo, o estudo evidencia uma mudança estrutural. Para 20% dos franceses com mais de 15 anos, as redes sociais como Facebook, X ou TikTok, plataformas de vídeo como YouTube ou Twitch, e ferramentas de IA como o ChatGPT ou o Copilot são agora o principal ponto de acesso à informação. Entre os 15 e os 25 anos, esta tendência é ainda mais marcada: estas plataformas são “agora o principal acesso à informação” para mais de metade dos jovens (54%).
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