APCT assinala quebra acentuada na circulação de jornais
A circulação impressa paga de jornais tem vindo a diminuir ao longo dos anos, em grande parte devido aos avanços tecnológicos e à revolução digital.
Em Portugal, a situação tem-se deteriorada, como se comprova pelo mais recente relatório da APCT, relativo aos primeiros nove meses de 2022, conforme a revista M&P, verificando-se que “todos os títulos do segmento viram as suas edições em papel perder expressão”.
Além disso, o aumento contínuo registado na circulação digital não foi suficiente para equilibrar a circulação total.
Assim, títulos como o Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Sábado e Visão, que observaram “crescimentos na circulação digital paga”, não alcançaram uma distribuição total positiva.
Note-se que o Público foi excepção à regra, registando um aumento de 11,7% na circulação total paga, apesar de ter sofrido, igualmente, uma queda de 6,24% na circulação impressa.
O Expresso, “jornal com maior circulação impressa paga no mercado português”, registou uma quebra de 12,65% de exemplares impressos vendidos, diminuindo de 54.793 cópias, em 2021, para 47.862.
Recorde-se que este jornal foi o mais resistente ao impacto da pandemia em 2021, tendo sido o único a não registar um recuo no patamar dos dois dígitos.
Como referimos, outros títulos sofreram, também, um declínio no número total de vendas, nomeadamente, o Correio da Manhã, com uma quebra de 14,93%, o Jornal de Notícias, de 5,53%, e o Diário de Notícias, de 28,54%.
A soma dos valores obtidos por estes títulos, incluindo os do Público, “não deixam dúvidas quanto à dura realidade vivida pela imprensa generalista portuguesa”, registando, no seu conjunto, “menos 10.635 exemplares por edição, um recuo de 11,74% relativamente à circulação impressa paga registada entre Janeiro e Setembro de 2021”.
Em relação às newsmagazines, é possível observar uma queda de 12,81%, enquanto a Visão e a Sábado registaram um declínio na circulação total paga de 14,07% e 11,34%, respectivamente.
Dezembro 22
No segmento digital, o Expresso lidera a circulação, apesar de registar um recuo de 2,34%, em parte, devido ao ataque informático que sofreu no arranque deste ano. O título é seguido pelo Público, cujos números “representam um incremento de 17,06%”.
O Jornal de Notícias e o Correio da Manhã obtiveram, também, um aumento na circulação digital, ao contrário do Diário de Notícias, que registou uma quebra de 27,5%.
Entre a circulação digital das newsmagazines, a Sábado aumentou, novamente, a vantagem que tem sobre a Visão.
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