… Enquanto a Impresa “marcou passo” e não saiu do vermelho
No primeiro semestre de 2022, a Impresa teve uma evolução negativa do seu resultado líquido, encerrando o período com prejuízos a rondar os 2,2 milhões de euros.
Em comunicado, o Grupo justificou os resultados com o ataque informático, sofrido logo no arranque do ano, a par da guerra na Ucrânia e do efeito das pressões inflaccionistas sobre o negócio.
Agora, a Impresa espera que António Horta Osório, novo administrador não executivo do Grupo, em substituição de João Castro, ajude a inverter a tendência decrescente.
“O primeiro semestre de 2022 ficou marcado por eventos com um forte impacto negativo direto nos nossos resultados, como a guerra na Ucrânia e o aumento de custos com produção e energia”, justificou Francisco Pedro Balsemão, lembrando, ainda, que, neste período, o Grupo viu a sua actividade “condicionada por um violento e criminoso ataque informático”.
Como tal, o ligeiro incremento nas receitas publicitárias (cerca de 1,3%) foi insuficiente para colmatar as quebras registadas nos outros segmentos do negócio.
Na área de televisão, que representa a maior fatia dos rendimentos do Grupo, as receitas recuaram 3,7%. Já no segmento de “publishing”, a quebra foi de 5,5%, passando dos 11,2 milhões de euros para os 10,6 milhões.
A evolução negativa das contas da Impresa ficou, também, a dever-se a um aumento dos custos operacionais motivado, quer pelo impacto da inflação no preço das matérias-primas, com destaque para os custos do papel, quer pela necessidade de alocação de recursos para a cobertura da guerra na Ucrânia.
No que diz respeito ao endividamento, a Impresa chegou ao final do primeiro semestre de 2022 com uma dívida remunerada líquida de 140,2 milhões de euros, num aumento de 1,6 milhões de euros relativamente ao final do exercício de 2021.
Julho 22
Estes números explicam o recuo na “performance” financeira do Grupo, com o EBITDA a situar-se perto dos 4,2 milhões de euros, valor que traduz uma diminuição de 61,7% na comparação com os resultados financeiros do primeiro semestre de 2021.
Na sequência dos resultados agora apresentados, Francisco Pedro Balsemão, assegurou que o foco do Grupo será “aumentar a sua faturação” e a sua “eficiência operacional”.
“Mantém-se também o objectivo da redução da dívida líquida”, apontou, ainda, o CEO da Impresa.
Neste âmbito, Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, disse estar confinante de que o novo administrador não executivo, António Horta Osório, será um “importante contributo para o Grupo e para o sector dos ‘media’”, através da redefinição do plano estratégico.
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