Etiópia continua a perseguir jornalismo independente
O governo da Etiópia expulsou um correspondente da "Economist", por considerar que o jornalista em causa havia abordado "de forma errada" o conflito entre as autoridades nacionais e os movimentos rebeldes.
“Em 13 de Maio, o governo etíope retirou o credenciamento de imprensa de Tom Gardner, correspondente da ‘Economist’. Disseram-lhe que tinha 48 horas para deixar o país ”, explicou a revista em comunicado.
“Para justificar a expulsão, as autoridades disseram que Gardner estava a partilhar uma ‘abordagem jornalística errada”, continuou a mesma publicação, que elogiou, por sua vez, o “profissionalismo” e a “imparcialidade” daquele correspondente.
Esta não é, contudo, a primeira vez que o governo etíope retira as credenciais de imprensa a correspondentes internacionais. Aliás, em Maio de 2021, um correspondente do “New York Times”, Simon Mark, recebeu ordens para abandonar o país.
De acordo com a Freedom House, a Etiópia é um país não livre, onde os “media” independentes enfrentam várias restrições, e são pressionados a seguir uma determinada narrativa acerca dos conflitos internos.
Maio 22
Além disso, os jornalistas têm dificuldade em estabelecer contacto com outros colegas, devido à pobre qualidade do serviço de telecomunicações e internet.
A Etiópia encontra-se em 114º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, entre 180 países.
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