Editoras australianas exigem acordos com tecnológicas
Algumas publicações independentes na Austrália "congelaram" as suas notícias, em protesto por terem sido excluídas das negociações com as empresas tecnológicas, como a Google e o Facebook.
Esta “greve” surge num momento em que as grandes empresas mediáticas australianas estão em conversações com as redes sociais, para que estas paguem pela partilha de conteúdos informativos nas suas plataformas agregadoras.
A campanha de protesto chama-se #WaitingOnZuck (à espera de Zuckerberg), e afirma que as publicações independentes querem realizar acordos transparentes e justos com as tecnológicas.
“O congelamento de notícias pretende alertar para a possibilidade de um futuro sem editoras independentes”, explica a campanha.
Por isso mesmo, os participantes apelaram aos seus apoiantes que enviassem ‘e-mails’ aos membros do governo australiano, sublinhando que “Mark Zuckerberg irá continuar a destruir o panorama noticioso, enquanto não se dispuser a negociar com ‘publishers’ independentes”.
Recorde-se que muitos Grupos mediáticos de grandes dimensões – incluindo a News Corp, a Seven West, e a Nine – já assinaram acordos com a Google e o Facebook, para o pagamento de direitos conexos.
Março 22
Estas negociações iniciaram-se depois de o governo australiano ter avançado com a legislação que obriga as gigantes tecnológicas a pagar pelo conteúdo noticioso que disponibilizam. No entanto, este documento não engloba as pequenas editoras noticiosas.
Num primeiro momento, esta lei levou o Facebook a proibir os utilizadores australianos de ver, partilhar e comentar qualquer tipo de conteúdo noticioso — nacional ou internacional — naquela rede social.
Contudo, Zuckerberg acabou por ceder às exigências do governo australiano.
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