“The Economist” encerra a sua edição em chinês
A revista britânica The Economist vai deixar de publicar a sua edição em chinês, noticiou o Le Monde.
O anúncio foi feito no dia 28 de Fevereiro, e o fecho está previsto para o fim de Maio.
Embora a publicação não tenha justificado a sua decisão no comunicado em que dá conta da notícia, fonte interna, citada pelo Le Monde, explica que os motivos serão de natureza económica e política.
O sucesso comercial da revista na região parece ser limitado. Enquanto a publicação conta com 2,3 milhões de subscritores na rede social Weibo, equivalente ao X, “apenas algumas dezenas de milhares de pessoas” têm a subscrição anual, explica o jornal francês.
Quanto às motivações políticas, para os responsáveis da revista ainda não é claro o uso que o governo chinês fará da informação recolhida ao abrigo das novas regras, anunciadas em Agosto do ano passado, que obrigam todos os criadores de aplicações móveis a registar-se no Ministério da Indústria e das Tecnologias de Informação. Este processo parece reforçar o controlo das autoridades chinesas sobre as aplicações digitais.
Até agora, a The Economist tem conseguido escapar à censura naquele país, onde o acesso a uma grande parte de sites estrangeiros está vedado, incluindo Google, Facebook e jornais e serviços noticiosos, como o New York Times e a BBC.
A edição chinesa da The Economist foi lançada em 2015 e traduz para mandarim alguns dos artigos da revista que poderão despertar mais interesse aos leitores na China.
(Imagem: Captura de ecrã do site The Economist)