Impresa agrava prejuízos e falha venda do edifício sede
Falharam as negociações entre o Grupo Impresa e o BPI Imofomento para a venda do edifício sede da SIC e Expresso, estimado em 37 milhões de euros.
De acordo com a informação transmitida à CMVM, "a Impresa informa que, não tendo as partes chegado a acordo final quanto às condições da transação, a mesma não se irá concretizar".
Recorde-se que as empresas encontravam-se "em fase avançada de negociações", numa operação que envolvia duas tranches. Após a venda, o edifício passaria a ser tomado de arrendamento. Ou seja, a Impresa continuaria no mesmo sítio enquanto arrendatária.
Note-se que sabia-se desde meados de Março, quando a Impresa apresentou os resultados financeiros de 2024, que havia esse objectivo de vender a sede, não sendo esta a primeira vez que a empresa efectuava uma operação deste tipo. Em 2018, vendeu o mesmo edifício sede ao Novo Banco, recomprando-o quatro anos depois.
Entretanto, foram divulgados também os resultados da Impresa relativos ao primeiro semestre, que fecharam com prejuízo de 5,1 milhões de euros, um agravamento de 27,1% em comparação com o período homólogo.
A empresa proprietária da SIC e do Expresso reconhece que as suas receitas consolidadas decresceram 0,8% para 85,9 milhões de euros, enquanto os custos operacionais aumentaram 1,1% "impactados pelos custos de restruturação", no âmbito do actual projecto estratégico de redução de custos.
Entretanto, no final de Junho, a dívida líquida "cifrou-se em 148,2 milhões de euros, traduzindo um aumento de 3,8% face ao final de Junho de 2024".
O facto de o Grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão não ter chegado a acordo para vender o edifício sede, força-o a encontrar soluções alternativas, tendo em conta os prejuízos registados.
(Créditos da imagem: Grupo Impresa)