O Grupo Financial Times (FT) superou no ano passado, pela primeira vez na sua história, os 500 milhões de libras (mais de 600 milhões de euros) em receitas anuais, noticia a Press Gazette, citando fontes internas.

Embora o relatório publicado por uma agência governamental do Reino Unido faça referência a valores de receita na ordem dos 443,9 milhões de libras (mais de 530 milhões de euros), a Press Gazette explica que estes valores dizem respeito apenas a uma parte das contas do Grupo FT.

Segundo o relatório interno a que a Press Gazette teve acesso, os ganhos com publicidade no site e no jornal em papel corresponderam a 134 milhões libras (cerca de 161 milhões de euros) sendo este o melhor ano desde 2012. A publicidade em papel cresceu 11% quando comparada com o ano anterior, e a publicidade digital aumentou 6%.

Do ponto de vista da audiência, o Grupo chegou a 2,57 milhões de pessoas, entre subscritores e outros leitores que pagaram por outros produtos, tais como apps, serviços e eventos.

O objectivo é chegar aos três milhões de pessoas até 2028, diz o Grupo.

A valência do negócio dedicada à organização de eventos, FT Live, viu aumentar as receitas para 34 milhões de libras (cerca de 40,8 milhões de euros), tendo realizado 238 eventos pagos, incluindo a Commodities Global Summit Events, Future of the Car e a Global Banking Summit.

O relatório apresenta, ainda, dados sobre o mercado dos EUA, que domina nos produtos áudio, nomeadamente podcasts, tendo chegado a quase 800 mil ouvintes em Setembro de 2023.

O Grupo Financial Times, detido pela empresa japonesa Nikkei, inclui a publicação centenária FT, o FT Chinese, vários outros títulos dedicados à actualidade financeira e uma agência de serviços para outras empresas, entre outras áreas de negócio.

(Créditos da fotografia: Imagem de fundo no site do Financial Times)