A Cofina, empresa proprietária do Correio da Manhã e CMTV, registou lucros na ordem dos 10,5 milhões de euros em 2022, mais do dobro do ano anterior. A subida de 147,4% foi explicada pelos desfechos favoráveis dos processos fiscais em que a empresa esteve envolvida. Enquanto isso, as receitas operacionais cresceram apenas 0,2%, gerando 76 milhões de euros para o Grupo liderado por Paulo Fernandes, revelou a Meios e Publicidade.

Embora o crescimento das receitas tenha sido insuficiente para compensar o impacto da guerra e da inflação sobre os custos da operação - que subiram 2,3% - o resultado líquido agora reportado foi impulsionado pela reversão da provisão em quase 2,8 milhões de euros. De acordo com o relatório enviado à CMVM, o crescimento é de 7% quando se comparam os resultados antes de impostos.

Na análise à evolução do negócio do Grupo, destaca-se o crescimento de 5% nas receitas publicitárias e a subida de 9,5% nas provenientes da venda de produtos de marketing alternativo. Juntas, essas duas linhas de receita foram decisivas para equilibrar a balança perante um recuo de 8,5% na circulação.

Embora as receitas geradas pelo segmento de imprensa continuem a representar a principal fatia na facturação da Cofina, foi a televisão, área onde a empresa detém a CMTV, que puxou pelo negócio do Grupo em 2022. Nesta área, as receitas subiram 16,1%, para os 20,3 milhões de euros.

Do lado dos custos, houve uma subida de 2,3%, reflectindo o investimento realizado na cobertura da guerra na Ucrânia e a inflação generalizada de preços, incluindo no custo do papel, electricidade e combustíveis.

Apesar do recuo nas receitas de circulação e publicidade, a Cofina conseguiu fechar o ano com lucros significativos.