O +M avança que a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) voltou a não conseguir eleger o presidente devido a um empate nas votações. Apesar do impasse, que se prolonga desde Fevereiro, começa a surgir um entendimento entre os representantes dos jornalistas e os operadores do sector, que concordam que “é preciso união e encontrar uma solução”, segundo Luís Mendonça, elemento da CCPJ designado pelos operadores do sector. 

Ambas as partes acordaram apresentar novos nomes à presidência, com negociações informais previstas antes do próximo plenário, ainda sem data marcada. Os elementos eleitos pelos jornalistas flexibilizaram a sua posição, aceitando um candidato que já tenha sido jornalista, mesmo que não esteja actualmente no activo. 

Os candidatos anteriormente propostos, como Luísa Meireles e Henrique Pires Teixeira, foram descartados por falta de consenso. Os elementos designados pelos operadores do sector da comunicação social apresentaram, neste plenário, um novo nome (não divulgado), mas o mesmo também não foi eleito.  

Luís Mendonça disse ao +M que tinha “ficado combinado” a apresentação de outros candidatos, por ambas as partes, algo que os membros eleitos pelos jornalistas não fizeram. 

Contudo, Alexandra Correia, porta-voz dos eleitos pelos jornalistas, afirmou que a proposta de novos nomes “foi uma sugestão”, e não um compromisso, defendendo que o nome apresentado, Luísa Meireles, é “fortíssimo” e “credível”.