O jornalista e escritor Joaquim Letria morreu aos 82 anos. Uma fonte familiar disse à agência Lusa que o jornalista se encontrava debilitado há algum tempo, mas que não se encontrava doente. 

Nascido em Lisboa, em 1943, Letria é considerado uma das principais figuras do jornalismo português. Foi fundador dos semanários O Jornal e Tal & Qual e, no pós-25 de Abril, foi director-adjunto de informação para Programas Não-Diários na RTP. Foi também eleito presidente do Sindicato dos Jornalistas. 

Iniciou a carreira em 1963, no Diário de Lisboa. Seguiu-se um percurso internacional, primeiro na agência noticiosa The Associated Press e depois como correspondente da Deutsche Presse-Agentur, até 1970. Trabalhou ainda na BBC, em Londres. 

Foi autor e apresentador de vários programas de rádio e televisão. Em 1974, recebeu o Prémio da Imprensa na categoria de Televisão. 

Como escritor, ficou conhecido por vários livros técnicos sobre jornalismo e pelo título “A Verdade Confiscada”, publicado em 1998. Foi também professor durante mais de 20 anos, tendo leccionado na Escola Superior de Jornalismo (Porto), na Universidade Independente, na Universidade Autónoma de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA), em Aveiro. 

Foi militante do PCP até 1968 e, mais tarde, porta-voz do então Presidente da República Ramalho Eanes, até 1986. 

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, lamentou a morte do jornalista, classificando-o como “uma das figuras mais marcantes do jornalismo do pós-25 de Abril”.

(Créditos da imagem: imagem retirada do site da CNN Portugal)