A emissora norte-americana CBS News vai encerrar a sua estação de rádio e avançar com uma nova ronda de despedimentos, afectando cerca de 6% da sua força de trabalho. A decisão insere-se num plano mais amplo de reestruturação conduzido pela empresa-mãe Paramount Skydance. 

Segundo uma comunicação interna enviada aos trabalhadores, a CBS News irá descontinuar a actividade da CBS News Radio, fundada em 1927, colocando assim um ponto final a quase um século de emissões. O encerramento está previsto para 22 de Maio e implicará o fim de cerca de 700 estações afiliadas. 

A mensagem, assinada pela editora-chefe Bari Weiss e pelo presidente Tom Cibrowski, reconhece o impacto da decisão: “Hoje reduzimos o tamanho do nosso quadro de pessoal (…) reconhecemos que este é um momento difícil para aqueles que deixarão a CBS News, porque não se trata apenas de nomes numa lista, são colegas talentosos e empenhados que têm sido fundamentais para o nosso sucesso”. 

Postos de trabalho em risco 

O encerramento da rádio implicará a eliminação de todos os postos de trabalho associados à operação, com cerca de 70 trabalhadores potencialmente afectados. Trata-se da segunda redução de pessoal desde que David Ellison assumiu a liderança executiva da empresa, em Agosto de 2025. 

O responsável delineou um plano de contenção que prevê o corte de aproximadamente 2000 postos de trabalho em todo o grupo, numa tentativa de reduzir custos e reposicionar a organização. 

Num outro comunicado, a direcção da CBS News sublinha a dificuldade da decisão: “Esta decisão implica a supressão de todos os postos de trabalho da equipa da CBS News Radio (…) estamos cientes de como esta notícia é difícil para o nosso pessoal e os seus colegas, que trabalharam lado a lado connosco para cobrir algumas das notícias mais importantes do nosso tempo”. 

Mudança estrutural no sector 

Os responsáveis justificam os cortes com a necessidade de adaptação a um novo contexto mediático. “Não é segredo que o negócio do jornalismo está a mudar radicalmente e que precisamos de mudar com ele”, afirmam, acrescentando que “novos públicos estão a surgir em novos locais”. 

A estratégia passa por redimensionar áreas consideradas menos sustentáveis e investir em novas plataformas e formatos. “Isso significa que algumas partes da nossa redacção têm de se tornar mais pequenas para dar espaço às coisas que precisamos de construir para continuarmos a ser competitivos”, explicam. 

Weiss e Cibrowski classificam a decisão como “difícil, mas necessária”, sublinhando que surge num momento particularmente exigente do ponto de vista informativo. 

(Créditos da imagem: AP Photo/Ted Shaffrey - imagem retirada do site da Sábado)