Com a morte de Larry King perdeu-me uma figura lendária da rádio e da televisão
Vítima de covid-19, faleceu o apresentador norte-americano Larry King, uma das figuras mais populares da televisão e da rádio do século XX. Tinha 87 anos.
Nascido em 1933, King estreou-se como locutor em 1957, na estação de rádio WAHR-AM, em Miami.
Começou a fazer-se notar, rapidamente, e a ter programas de maior destaque. Ainda na rádio, em 1978, iniciou o primeiro programa de âmbito nacional com a participação dos ouvintes através do telefone.
King não se considerava jornalista, apesar de ter chegado a apresentar noticiários.
A estreia na CNN, através de um convite que lhe foi dirigido pelo fundador, Ted Turner, deu-se a 1 de Junho de 1985. Manteve durante 25 anos, naquele canal, um dos mais populares programas de entrevistas em todo o mundo, Larry King Live.
A capacidade de ouvir com atenção o que lhe diziam os entrevistados, a rapidez de raciocínio e a presença imponente da sua voz valeram-lhe momentos confessionais e revelações em directo.
Bob Woodward e Dan Rather, Frank Sinatra, Madonna, Tina Turner, Michael Jackson e Prince, Edward Norton, Susan Sarandon, Clint Eastwood e Marlon Brando, Mike Tyson, Joan Rivers e Buzz Aldrin fizeram parte da quase interminável lista de entrevistados de Larry King, onde se incluíram ainda todos os Presidentes americanos desde Richard Nixon.
Janeiro 21
Em 2010, afastou-se do canal noticioso e passou a fazer entrevistas nos canais Hulu e RT America.
Além disso, entre 1981 e 2011 manteve uma coluna de opinião no jornal “USA Today''.
As reacções à morte de Larry King inundaram, entretanto, as redes sociais.
A título de exemplo, o jornalista britânico Piers Morgan, descreveu-o como um “uma figura brilhante da comunicação social e um mestre das entrevistas televisivas”.
O presidente da CNN, Jeff Zucker, assinou, por sua vez, um comunicado a expressar condolências. “O rapaz inquieto de Brooklyn teve uma carreira histórica na televisão e na rádio. O espírito curioso impulsionou-o para um percurso cheio de prémios na comunicação social, mas foi o seu espírito generoso que o levou a conquistar o mundo”.
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