Estudo revela que a desinformação também escapa aos jovens
Os jovens são tão susceptíveis de serem enganados pela desinformação como outros utilizadores da internet, segundo revelou um estudo da Universidade de Stanford.
Os jovens parecem ter, igualmente, dificuldades na avaliação de fontes digitais e em identificar a sua veracidade.
Joel Breakstone, Mark Smith e Sam Wineburg, de Stanford, e uma equipa da Gibson Consulting avaliaram a alfabetização digital de 3446 estudantes do ensino médio, entre Junho de 2018 e Maio de 2019.
Com base no estudo, foi possível concluir que 52% dos estudantes acreditavam que um vídeo, supostamente, mostrava o preenchimento de boletins nas primárias democratas, em 2016, quando se tratava de uma filmagem na Rússia. Apenas três dos mais de três mil estudantes da amostra foram procurar a fonte do vídeo.
Dois terços dos estudantes não conseguiram identificar, também, a diferença entre o conteúdo patrocinado, mesmo quando era identificado como tal, e as notícias, num teste que utilizou a página inicial da Slate como exemplo.
Para além disto, 96% dos estudantes não ponderaram que a relação entre um site sobre mudanças climáticas e uma empresa de combustíveis fósseis poderia afectar a credibilidade do site.
Novembro 19
"Quase todos os estudantes fracassaram. Noventa porcento não receberam crédito em quatro das seis tarefas", revelaram os investigadores.
"O objectivo deste estudo foi explorar se a intensa preocupação com a alfabetização informacional, desde 2016, teve um efeito sobre as habilidades digitais dos estudantes. Os jovens de hoje, três anos volvidos sobre o estudo original, estão preparados para fazer escolhas com base nas informações digitais que consomem?”
A amostra apresenta um perfil demográfico representativo dos alunos americanos do ensino médio, que foram sujeitos a seis tarefas para avaliar a sua capacidade de identificar informações confiáveis.
Os investigadores sugerem que "precisamos, desesperadamente, de abordagens baseadas em pesquisa para a alfabetização digital”.
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