Maestrina Oksana Lyniv recebeu o Prémio Helena Vaz da Silva na Fundação Gulbenkian
Numa cerimónia realizada no auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, foi homenageada a maestrina ucraniana Oksana Lyniv, vencedora do Prémio Helena Vaz da Silva, atribuído anualmente pelo Centro Nacional de Cultura, com o apoio da Europa Nostra e do Clube Português de Imprensa.
Na cerimónia, presidida pelo Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e sendo anfitrião Guilherme de Oliveira Martins, administrador da Fundação, a figura e a carreira de Oksana Lyniv foi apresentada pela maestrina Joana Carneiro.
Impossibilitada de se deslocar a Portugal, por motivos pessoas insuperáveis, foi o seu pai quem recebeu o prémio, em sua representação.
Recorde-se que a vencedora da décima edição do Prémio Helena Vaz da Silva concedeu, entretanto, uma entrevista ao semanário Expresso, na qual declarou que a invasão russa do seu país é uma clara tentativa de destruir uma nação, tendo sido, completamente, motivada por ódio.
Em relação à família que tem na Ucrânia, a vencedora do prémio revelou que estes querem permanecer no país, dedicando-se a acolher e ajudar várias famílias de refugiados.
Lyniv comentou, também, o papel dos artistas na guerra, descrevendo as grandes obras artísticas como “canais para comunicar algo importante”. De acordo com a maestrina, “quando olhamos [para] a história da cultura, e estudamos as obras e o contexto em que foram criadas, vemos que os grandes artistas — Michelangelo, Mozart ou Beethoven — agiram dentro de uma sociedade, por vezes uns passos à frente dela”.
No entanto, Lyniv admitiu que o papel que a arte e os artistas assumem tem vindo a ser cada vez mais explorado e usado para fins de propaganda, como é o caso do maestro russo Valery Gergiev, que se tornou “uma bandeira do regime ditatorial de Putin”.
Em relação à sua carreira profissional, Lyniv revelou que a sua decisão para se tornar maestrina foi tomada aos 18 anos, depois de descobrir que as mulheres podiam ocupar esse cargo. Após obter o seu diploma na Academia de Música de Lviv e ganhar o terceiro prémio no Concurso Gustav Mahler, em 2004, a maestrina prosseguiu a sua formação em Dresden, na Alemanha.
Lyniv acrescentou, igualmente, que “o seu primeiro cargo fixo veio da Ópera Nacional de Odessa, como maestrina assistente”, tendo também oportunidade de trabalhar na Ópera do Estado da Bavária, como assistente de Kirill Petrenko.
Apesar de ser a directora musical do Teatro Comunale di Bologna, sendo “a primeira mulher à frente de uma casa de ópera italiana”, Lyniv confessou que inclui sempre compositores ucranianos em todos os seus concertos, o que passou a constituir a sua “imagem de marca”.
Numa última reflexão acerca das mulheres na regência de orquestras, Lyniv admitiu que “já existem jovens maestrinas fantásticas” e que tudo indica que se trata de um movimento imparável.
Os accionistas da Warner Bros. Discovery (WBD) aprovaram a aquisição da empresa pela Paramount Skydance, dando luz verde a uma operação avaliada em 110 mil...
O Washington Post está a tentar corrigir o impacto de uma das maiores reestruturações da sua história recente. Depois de, em Fevereiro, ter anunciado despedimentos em massa...
O tráfego proveniente de motores de busca para sites de notícias caiu na maioria dos mercados globais no primeiro trimestre de 2026. Ainda assim, o Sul da Europa destacou-se como...
A imagem vencedora do prémio Fotografia do Ano 2026 do World Press Photo capta o momento em que uma família é forçada a separar-se por agentes do Serviço de Imigração e Controlo de...
De acordo com a deliberação do júri, foram anunciados os vencedores da quinta edição do Prémio Floresta é Sustentabilidade, que, na categoria de Jornalismo, distinguiu o trabalho de Sara...
A revista portuguesa Divergente foi distinguida com o Prémio Internacional Rei de Espanha de Jornalismo, na categoria ambiental, pelo podcast “País de Incendiários”,...
Numa cerimónia realizada na sala do Senado da Assembleia da República, foi entregue o primeiro Prémio Mário Soares Liberdade e Democracia, à jornalista Sofia Craveiro, distinguida pela sua...
A jornalista Sofia Craveiro foi distinguida na primeira edição do “Prémio Mário Soares, Liberdade e Democracia”, atribuído por iniciativa do presidente da Assembleia da República, José...
A sétima edição do Prémio Centro PINUS de Jornalismo Florestal destacou-se pelo forte desempenho da televisão, com a RTP a conquistar as duas principais categorias e a somar um total de quatro...