O sector português dos media registou uma contração de 1,78% em 2025, totalizando 2481 órgãos de comunicação social (OCS) inscritos na ERC a 31 de Dezembro. Apesar da quebra global, algumas categorias evoluíram em sentido contrário, nomeadamente as publicações periódicas, as empresas jornalísticas, os operadores televisivos e os órgãos dirigidos às comunidades portuguesas no estrangeiro, que registaram ligeiros crescimentos em termos absolutos. 

As publicações periódicas continuam a ser a categoria mais representativa, com 1678 OCS, apesar de um elevado número de encerramentos que praticamente anulou as novas inscrições. As empresas jornalísticas cresceram 1,63%, passando a 311 OCS, impulsionadas pelo surgimento de 17 novas empresas, sobretudo no distrito de Lisboa. 

Em sentido inverso, os operadores de rádio diminuíram 1,87%, fixando-se em 262 OCS, sem registos relevantes de novas entradas desde 2024. A maior quebra verificou-se nos serviços de programas distribuídos exclusivamente pela internet, que recuaram 20,83%, perdendo 45 registos e ficando com 171 OCS, apesar de algumas novas inscrições concentradas em Lisboa. 

O relatório destaca ainda o desaparecimento da categoria de fornecedores de plataformas de partilha de vídeos, introduzida em 2021, após o encerramento de serviços como o MEO Kanal. 

Entre as restantes categorias, os operadores televisivos aumentaram para 26 OCS, enquanto os serviços audiovisuais a pedido e os operadores de distribuição registaram quebras. As empresas noticiosas mantiveram-se inalteradas, com dois registos activos. 

(Créditos da imagem: Sebastião Almeida)