Há uma rápida ascensão da imprensa digital como fonte de informação política em Espanha, segundo os dados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Investigações Sociológicas (CIS) daquele país, revelada pela Digimedios e publicada pela Asociación de Prensa de Madrid (APM), com a qual o CPI mantém parceria.

De acordo com estes dados recentes, 60,6% dos espanhóis assistem a notícias de política e actualidade na televisão, pelo menos três ou quatro dias por semana, e seguem-se os jornais digitais, onde 56,5% da população se informa, com a mesma frequência.

Há pouco mais de três anos, apenas quase 10% dos espanhóis se informavam sobre política na imprensa digital e actualmente mais de 50% o fazem, uma diferença substancial relativamente ao ano de 2019, onde noutra pesquisa, apenas 9,7% respondeu que utilizava este meio para se informar.

Depois da televisão e da imprensa digital, os espanhóis usam a rádio (38,7%) e os jornais impressos (15,2%), para se informar, com frequência, sobre notícias actuais e políticas.

Para 47,9% da população espanhola em geral, a Internet é uma fonte fundamental de informação, uma percentagem que cresce para 52,6%, quando se fala, apenas, nos internautas (que são 91% da população).

Na referida pesquisa actual, também foi indagada a opinião dos espanhóis sobre as redes sociais como fonte de informação política. Assim, 71,6% da população espanhola concorda que as redes sociais fomentam opiniões extremistas, enquanto 64,3% responderam que as redes podem fazer com que as pessoas se interessem por assuntos políticos, mas 63,9% dos inquiridos têm a opinião de que as informações sobre esses assuntos, obtidas nas redes, não são confiáveis.