Um comunicado dos sindicatos, citado pela agência Lusa, refere que foi decidido um primeiro dia de greve a 2 de Fevereiro, para protestar contra a ameaça aos postos de trabalho de 600 colaboradores e o possível desmantelamento da redacção multilingue em Lyon, França.

“Este ano, a Euronews, celebra o seu 30.º aniversário e ainda temos de lutar para preservar a nossa Torre Babel de Informação Europeia e os nossos empregos”, afirmam os sindicatos.

Ainda de acordo com o comunicado, quando a Alpac, o novo accionista do canal entrou no Grupo, “prometeu investir” na empresa “para a tornar rentável”. No entanto, “sete meses após a aquisição, a direcção não concretizou esse investimento nem comunicou as suas orientações estratégicas”.

O accionista, anunciou a venda do edifício sede e a aquisição parcial da marca pela sociedade ‘holding’ sediada no Luxemburgo. “Já estão em marcha uma série de reduções de custos que pioraram as nossas condições de trabalho e agravaram ainda mais o problema da falta de pessoal”, alertou a intersindical.

Numa reunião solicitada pelos três delegados sindicais a Pedro David Vargas, do fundo de investimento Alpac, este disse que “a sede permanecerá em Lyon, mas não sabemos quem lá vai ficar” e quais serão as “línguas europeias utilizadas a partir das redacções nas capitais europeias”.

A Euronews, começou a emitir em Lyon, “porque era a cidade que oferecia as melhores condições para acolher o canal, inaugurado nessa altura com cinco línguas”.

Há doze anos, além “da sua redacção multilingue em Lyon, a Euronews, criou uma redacção também multilingue em Bruxelas, para produzir programas em directo com várias personalidades políticas e económicas, particularmente da Europa. Em 2018, foram criados postos de correspondentes em Paris, Berlim, Roma e Londres”.

A estrutura sindical teme um plano de despedimentos, garantindo que isto poderá marcar o fim da essência europeia do canal.