Os despedimentos foram anunciados com o argumento da necessidade de reduzir os “custos fixos”, declarou à Lusa, a delegada sindical do Diário de Notícias, Valentina Marcelino.

“Perante o que nos foi dado a conhecer, vamos ouvir o que a redacção nos tem para dizer” e “recordar alguns momentos e decisões tomadas nos últimos anos que têm tido como resultado, plano atrás de plano, sempre mais cortes para o Diário de Notícias”, a delegada sindical, acrescentou ainda que, “em tudo aquilo que é o coração deste grupo, que devia ser o jornalismo, há um desinvestimento evidente e o jornal tem neste momento uma redação reduzida ao impossível para um título diário em papel e com edição online”.

“O presidente do conselho de administração garantiu-nos que queria apostar no ‘jornalismo de excelência’, mas o que assistimos vai no sentido contrário. Todos daremos sempre o nosso melhor, mas, no meu entender, com estes meios, é uma exigência difícil de cumprir”, acrescentou Valentina Marcelino.

O CR, recorda em comunicado que a iniciativa da administração, “surge na mesma semana em que é noticiado que o Diário de Notícias, cujo arquivo foi classificado pelo governo como tesouro nacional, terminou o último mês de 2022, com mais de 2,1 milhões de leitores online”.

Actualmente, incluindo direcção, jornalistas, gráficos e digitalizadores o Diário de Notícias conta com 36 colaboradores.