“The Atlantic” recupera 138 anos de história “sem censura”
A hemeroteca dos jornais começou a ser utilizada, por alguns títulos, para adicionar ofertas especiais para subscritores, ou para recordar efemérides marcantes.
Já a revista norte-americana “The Atlantic” decidiu dar um passo em frente, e passou a utilizar esta biblioteca para recordar o trabalho de alguns dos seus principais escritores.
Agora, a “Atlantic” conta com uma nova equipa de jornalistas, que se dedica a revisitar, analisar e recuperar o trabalho de alguns dos seus colaboradores mais marcantes, desde a sua data de lançamento, em 1 de Novembro de 1857.
Entre os escritores e colaboradores em destaque estão Henry David Thoreau ou Raymond Chandler, além de Frederick Douglass, Helen Keller, Harriet Beecher Stowe e John Muir.
Os assinantes terão acesso total a todas as obras, incluindo os primeiros trabalhos de autores como Robert Frost, Ernest Hemingway, Louisa May Alcott, Sylvia Plath e James Baldwin.
Embora o projecto inicial consista em redescobrir 25 escritores populares, a ideia é “continuar a adicionar novos escritores, porque a ‘Atlantic’ tem profundidade infinita”.
No total, a “Atlantic” disponibiliza, agora, 138 anos de arquivos, que estavam, outrora, “invisíveis” para os seus leitores.
O editor-executivo da “Atlantic”, Jeffrey Goldberg, alerta, porém, que a recuperação do passado não traz, apenas, boas memórias.
Julho 22
“Está tudo aqui: o bom, o mau, o brilhante, o ofensivo, o ridículo. Estabelecemos, desde o início, que não queríamos censurar ou cortar nada. Nestes arquivos encontramos registos de simpatizantes da eugenia, de pessoas racistas e misóginas, imperialistas e antissemitas”, disse.
No entanto, sublinhou, “enquanto jornalistas, sentimos que era importante partilhar os nossos arquivos na íntegra, por motivos de transparência e precisão histórica”.
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