Taxa de desemprego diminuiu entre jornalistas espanhóis
A taxa de desemprego no jornalismo espanhol caiu para 7,322% em Setembro deste ano, depois de, no mesmo período do ano passado, este indicador ter chegado aos 23%, de acordo com Relatório da Profissão Jornalística 2021 , publicado pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Para o responsável do Relatório, Luís Palacio, esta é uma notícia “relativamente boa” uma vez que, a taxa de desemprego no jornalismo continua “bem acima do que se registava antes da crise de 2008”.
À semelhança do que se verificou em anos anterios, o sexo feminino continua a ser aquele que “mais sofre” com a dispensa de profissionais dos “media”, ao representar 62% dos jornalistas desempregados em Espanha.
Luís Palacio sublinha, neste âmbito, que os dados sobre remuneração e horários de trabalho são, igualmente, “desanimadores”.
O relatório demonstra, ainda, que a maioria dos jornalistas espanhóis estão preocupados com a “falta de independência editorial”, uma vez que consideram que os “media” continuam a depender, demasiado, do governo e de estruturas empresariais.
Os jornalistas entrevistados consideram, igualmente, que os “media” têm acompanhado as tendências de polarização verificadas na esfera política nacional e internacional.
Ainda assim, em termos gerais, “pode dizer-se que os jornalistas estão contentes com a sua profissão", acrescentou Palacio, explicando que as taxas de satisfação se aproximam dos 60%.
Dezembro 21
Quanto ao perfil dos jornalistas espanhóis, a maioria destes profissionais colabora, agora, com “media” digitais. Destaca-se, neste sentido, o crescimento do número de colaboradores que realizam as suas funções em formato de “podcast”, em canais de televisão “online”, ou por meio das redes sociais.
Este relatório baseou-se nas respostas submetidas por 1.212 jornalistas profissionais, e contou com a colaboração de diversas associações de imprensa espanhola.
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