Isto relaciona-se, igualmente, com a ilusão de centralidade. Ou seja, com a chegada da era digital, percebeu-se que os “media”  já não têm um papel preponderante na consolidação do processo democrático, uma vez que alteram a sua linha editorial consoante interesses políticos e financeiros.


Tudo isto somado, levou os autores do “Journalism Manifesto” a questionarem a permanência da instituição imprensa no seu formato actual.


Barbie, Boczkowski e Anderson acreditam, então, que o recurso a ilusões reflecte o medo de enfrentar a realidade, e pode levar a imprensa a viver um espaço de “deslocamento institucional”. 


Até porque, concluiu Castilho, as  aparências de unidade, permanência, centralidade e autonomia distanciam os grandes títulos jornalísticos, não apenas das audiências e do público, mas, principalmente, "da realidade prática dos negócios nesta economia líquida que a era digital criou”.


Leia o artigo original em “Observatório da Imprensa”